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Israel faz hoje novo cessar-fogo humanitário de 3 horas em Gaza

08/01/2009 - 08:39 , atualizada às 12:56 08/01 - Redação com EFE

JERUSALÉM - O Exército israelense voltou a fazer nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo, um cessar-fogo de três horas na Faixa de Gaza para que a população civil possa obter mantimentos.

 

A trégua, assim como na quarta-feira, teve início às 13h e deve terminar às 16h (12h de Brasília), de acordo com o correspondente do iG em Israel, Nahum Sirotsky.

O porta-voz do Exército israelense para a coordenação com os territórios palestinos, Peter Lerner, disse que a medida tem por objetivo "permitir que a população se abasteça de artigos essenciais".

Durante esse período, as passagens fronteiriças de Nahal Oz e Kerem Shalom estarão abertas e permitirão a entrada a Gaza de cargas de ajuda humanitária e combustível.

Após cessar-fogo humanitário, Israel voltou a bombardear Gaza / Reuters

O cessar-fogo de três horas foi respondido ontem pelas milícias palestinas com o anúncio de que também parariam de lançar foguetes contra território israelense durante esse tempo.

Testemunhas em Gaza denunciaram ontem que o Exército e as milícias palestinas mantiveram trocas de fogo no norte da Faixa de Gaza antes do fim da trégua de três horas.

O Exército também afirmou que as milícias tinham lançado pelo menos um foguete nesse período de tempo.

O cessar-fogo permite um pequeno alívio à população de Gaza, já que a maioria permanece trancada em casa há dias e não dispõe de energia elétrica ou água potável.

A pausa também é aproveitada pelos serviços de emergência para atender os feridos e resgatar cadáveres entre os escombros.

Novos ataques aéreos

Depois da primeira de uma série de tréguas diárias de três horas de duração, Israel lançou 60 ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na noite da quarta-feira.

No 13º dia de bombardeios, autoridades médicas palestinas afirmam que pelo menos 683 palestinos morreram desde o início dos confrontos. Outros 3.085 teriam ficado feridos.

Sete soldados israelenses já morreram nos confrontos em terra e quatro civis foram mortos por foguetes palestinos.

"Colapso"

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira que os serviços de saúde na Faixa de Gaza estão a ponto de entrar em colapso, enquanto as cargas de material médico se acumulam na fronteira, sem poder entrar no território, e o pessoal de saúde está exausto, após quase duas semanas atendendo feridos sem descanso.

A porta-voz da OMS, Fadela Chaib, disse que o colapso dos centros hospitalares é inevitável "se não forem tomadas medidas imediatas para reforçá-los e protegê-los".

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