07/01/2009 - 13:44 , atualizada às 16:16 07/01 - Redação com agências internacionais
PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta quarta-feira que Israel havia aceitado o plano de trégua do Egito para Gaza, mas logo depois seu gabinete afirmou que ele estava simplesmente celebrando a reação israelense à proposta feita mais cedo.
O Egito anunciou na terça-feira o plano de um cessar-fogo imediato entre Israel e os palestinos em Gaza, que seria seguido de negociações sobre acordos de longo prazo para as fronteiras e o fim do bloqueio israelense em Gaza.
Israel disse que via "positivamente" as conversas sobre a proposta, sem anunciar aceitação ao plano do Egito. A Autoridade Palestina não divulgou até agora nenhuma declaração oficial sobre a proposta.
"O presidente está satisfeito com a aceitação de Israel e da Autoridade Palestina ao plano franco-egípcio apresentado ontem à noite (terça-feira) em Sharm el-Sheikh pelo presidente (egípcio Hosni) Mubarak", disse o gabinete de Sarkozy em um comunicado.
"O chefe de Estado pede que este plano seja implementado o mais rápido possível para que termine o sofrimento da população", acrescentou.
O uso do termo "aceitação" no comunicado da França levou Israel a dizer que não havia aceitado o plano egípcio e que ainda estava discutindo a proposta.
Uma autoridade do gabinete de Sarkozy afirmou,.horas depois, que o comunicado francês era apenas uma reação aos comentários positivos feitos anteriormente sobre o plano e que não anunciava a aceitação por parte de Israel da proposta egípcia. "É uma reação às declarações de Israel e palestinos", disse a autoridade.
O governo israelense disse nesta quarta-feira que concorda "em princípio" com uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza. Um porta-voz do governo israelens, Mark Regev, afirmou que agora o desafio é encontrar maneiras de tornar o plano realidade.
Israel diz que não sabe quanto tempo o processo diplomático levará e também que seria necessário um embargo de armas contra o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Por sua vez, um porta-voz do Hamas disse que há "sinais muito positivos, mas ainda não há um acordo".
A agência AFP afirmou que, segundo um funcionário de alto escalão do Ministério da Defesa, um assessor político do ministro Ehud Barak irá ao Cairo nesta quinta-feira para debater a possibilidade de trégua.
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