05/01/2009 - 16:44 - AFP
O movimento islamita palestino Hamas acusou nesta segunda-feira o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de "total parcialidade" em favor de Israel por tê-lo acusado minutos antes, em Ramallah (Cisjordânia), de agir de forma "irresponsável e imperdoável".
As declarações de Sarkozy traduzem "uma parcialidade total em relação ao ocupante (israelense) e um apelo franco ao prosseguimento do holocausto em curso em Gaza", declarou à AFP o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum.
Sarkozy havia afirmado antes, após um encontro com o presidente palestino Mahmud Abbas, em Ramallah, que ao recusar a trégua e ao retomar os disparos de foguete contra o Estado hebreu, "o Hamas agiu de forma imperdoável e irresponsável". "O Hamas tem uma grande responsabilidade no sofrimento dos palestinos em Gaza", acrescentou.
Proposta árabe
Em Nova York, o ministro palestindo das Relações Exteriores, Riyad al-Malki, afirmou nesta segunda que os Estados árabes vão propor um novo projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU para obter um cessar-fogo duradouro em Gaza.
"Vim a pedido de Mamud Abbas (presidente da Autoridade Palestina) para começar a preparar um novo projeto de resolução, que será apresentado ao Conselho de Segurança o quanto antes possível", declarou Al-Malki à imprensa.
O ministro indicou que espera que projeto possa ser adotado nesta terça, durante uma reunião do Conselho de Segurança em nível ministerial.
O texto pedirá não apenas o cessar imediato das hostilidade, como também tentará estabelecer as condições de um regressou duradouro à calma na Faixa de Gaza.
Cresce pressão por cessar-fogo em Gaza; veja o vídeo:
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