Dezenas de intelectuais de todo o mundo pediram a libertação do dissidente chinês Liu Xiaobo, detido em 8 de dezembro por ter assinado a "Carta 2008", que pedia reformas democráticas no país comunista.
A carta foi trasmitida nesta terça-feira à AFP pela organização de defesa das liberdades cívicas Human Rights Watch, que informou ter enviado a mesma ao presidente chinês Hu Jintao.
Entre os signatários estão os prêmios Nobel de Literatura Wole Soyinka (Nigéria), Nadine Gordimer (África do Sul) e Seamus Heaney (Irlanda), além do escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie, o semiólogo e autor italiano Umberto Eco, entre outros.
O texto denuncia a "detenção arbitrária" de Liu e questiona se o ato não foi motivado "apenas por ter exercido seu direito à liberdade de expressão, garantido pela Constituição chinesa e as leis internacionais".
Liu Xiaobo, um dos 300 signatários da Carta 2008, foi preso há duas semanas ao lado de outros dissidentes que pretendiam celebrar o 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, segundo a esposa do ativista, Liu Xia.
O governo chinês não aceitou as críticas. "A China é um Estado de direito e resolverá seus assuntos dentro da lei", afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Qin Gang.
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