01/12 - 11:09 - Redação com agências internacionais
WASHINGTON - A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, que pretendeu tornar-se a primeira mulher a presidir os Estados Unidos, teve seu nome anunciado nesta segunda-feira como a secretária de Estado do governo Barack Obama.
Advogada, primeira-dama e senadora por Nova York, Hillary Diane Rodham, que adotou o sobrenome do marido, o ex-presidente Bill Clinton, nasceu no dia 26 de outubro de 1947 em Illinois (centro), sendo a mais velha de três irmãos.
Na prestigiada universidade de Yale obteve o título de advogada e conheceu Bill Clinton com quem se casou em 1975. O casal teve uma única filha, Chelsea, hoje de 27 anos que acompanha a mãe nas viagens de campanha.
Brilhante oradora, Hillary Clinton carrega o peso de uma imagem julgada muito fria e altaneira por seus detratores.

Hillary Clinton, ex-rival de Obama, trabalhará ao lado do presidente eleito / Getty
A ex-primeira-dama está acostumada a críticas. A direita não a perdoa pela fracassada tentativa de reformar o sistema de saúde em 1993-94 durante o mandato do marido, e a associa aos escândalos da era Clinton - o caso imobiliário "Whitewater" e o "Travelgate".
Ao mesmo tempo, a senadora por Nova York é uma das mulheres mais admiradas do país, segundo pesquisa Gallup divulgada recentemente. Suas campanhas eleitorais de 2000 e 2006 em Nova York se converteram em ensaio para a disputa da Casa Branca.
Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, Hillary foi considerada uma nova-iorquina modelo, incansável.
Em 2002, como integrante do poderoso Comitê de Defesa do Senado, aprovou a resolução autorizando a invasão do Iraque.
Problema "Bill"
A presença de Hillary no gabinete de Obama ganhou mais força depois que seu marido, o ex-presidente americano Bill Clinton, se ofereceu para submeter suas atividades a uma revisão ética e identificar os doadores de sua fundação de caridade caso sua esposa seja nomeada secretária de Estado.
Assessores do presidente eleito Barack Obama e do casal Clinton conversaram por semanas para tentar superar preocupações sobre eventuais conflitos de interesse que podem surgir com a nomeação de Hillary como chefe da diplomacia americana. Dessa maneira, Bill Clinton teria aceitado tornar público todos os nomes de novos doadores de sua fundação e de todos os que contribuíram no passado com ela.
O ex-presidente solicitará a autorização do governo de Obama antes de aceitar compromissos de participação paga em seminários ou futuras doações a sua biblioteca presidencial e sua fundação Clinton Global Initiative. "Clinton quer ser tão transparente quanto deseja a equipe de Obama", afirmou uma fonte.
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