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Apec critica protecionismo e firma bases para zona de livre-comércio

20/11 - 20:11 - EFE

Lima, 20 nov (EFE).- O Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) reiterou hoje seu pedido para que se evite o protecionismo diante da crise financeira, enquanto sete de seus membros, entre eles Peru e Chile, firmaram as bases para negociar uma zona de livre-comércio.

Os países comprometidos nessa iniciativa, agrupados sob a tutela do Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica, são os dois latino-americanos, além de Nova Zelândia, Brunei, Cingapura, Estados Unidos e Austrália.

Assim foi anunciado pelo chanceler chileno, Alejandro Foxley, ao término da reunião ministerial prévia à 20ª Cúpula da Apec, que será recebida pela capital peruana no próximo fim de semana.

Foxley explicou que a iniciativa pretende "fechar TLCs (Tratados de Livre-Comércio) que convenham", e convidou o resto dos membros da Apec a se incorporar antes dessa data.

"É uma boa notícia em tempos de crise financeira (...), indica um caminho para uma solução possível, construtiva", frisou o chanceler, que considera ser "a melhor proposta para criar postos de trabalho".

"O livre-comércio não avançou como tínhamos desejado", reconheceu Foxley sobre as metas traçadas em 1994 em Bogor, na Indonésia, quando foi posta a liberalização do comércio para as economias mais desenvolvidas em 2010 e para as menos avançadas em 2020.

Neste sentido, convidou os que defendem o protecionismo a retomar as negociações da Rodada de Doha no marco da Organização Mundial do Comércio (OMC) como "contribuição para atenuar a crise".

"Todos os países da Apec são bem-vindos", assegurou antes que a ministra de Comércio Exterior peruana, Mercedes Aráoz, explicasse as virtudes da área de livre-comércio estipulada hoje.

De acordo com Aráoz, a grande promotora dos TLC assinados ou negociados pelo Peru nos últimos anos, a Apec "vai impulsionar a Rodada de Doha e a agenda da Ásia-Pacífico".

A ministra peruana deixou claro que a decisão de começar em março essas importantes negociações é a "semente" da tão ansiada liberalização comercial dentro da Apec, fórum formado por algumas das maiores economias do mundo.

A representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, esclareceu que a futura política comercial do presidente eleito de seu país, Barack Obama, tem "interesses articulados no TLC de alta qualidade e essas negociações avançarão a partir de março".

Esse é o motivo que levou os EUA a se unir ao Acordo Estratégico Transpacífico neste mês.

Sob a ameaça da crise, todos os ministros da Apec lançaram juntos uma mensagem a favor do livre-comércio e contra o protecionismo.

"Os ministros recomendam aos líderes das economias da Apec que apóiem a declaração de Washington, do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), e reforçar o compromisso de não erigir barreiras ao comércio e aos investimentos", ressaltou o chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde.

O anfitrião explicou que durante dois dias os representantes dos membros da Apec debateram sobre crise, meio ambiente, cooperação regional, promoção do comércio livre e investimentos, assim como assuntos relativos à segurança.

Em sua declaração oficial, os ministros consideraram incentivar a demanda interna para ativar as economias e conter a crise.

O ministro peruano disse que a reunião preparatória deixou claro que 2009 será um ano de trabalho duro para a integração regional, a reforma estrutural das economias e o desenho de um plano de trabalho para superar a atual crise alimentícia através de "um mercado agrário livre".

Aráoz, na condição de co-presidente da reunião ministerial, frisou que a Apec está em condições de "dar passos coordenados no acesso ao crédito e na construção de uma nova arquitetura financeira".

"Mais comércio e não ao protecionismo", reiterou a peruana, em nome da Apec, já que, segundo ela, essa é a forma de gerar investimento e emprego.

A Apec é formado por Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã. EFE erm/rr




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