18/11 - 16:49 - Redação com agências internacionais
OSLO - A empresa norueguesa Odfjell SE ordenou que seus 90 navios petroleiros contornem o continente africano para evitar o risco de serem capturados por piratas na costa da Somália. A rota menor e mais usada, pelo Canal de Suez, tem sido alvo nos últimos meses de diversos ataques.
"Nós não vamos mais expor nossas embarcações e funcionários ao risco de virarem reféns no Golfo de Aden", disse Terje Storeng, presidente da empresa. "Nós vamos mudar nossas rotas para que as embarcações contornem o Cabo da Boa Esperança, no sul da África", disse.
O Golfo de Aden, na costa da Somália, é conectado ao Mar Vermelho, que é ligado ao Mediterrâneo pelo Canal de Suez. A rota é um "atalho" entre o Oriente Médio e a Europa, milhares de quilômetros mais curta que contornar o continente Africano", disse.
"Isso vai aumentar nossos custos, mas espero que nossos consumidores entendam a decisão", disse Storeng.
Ação da ONU
O Centro de Informação de Pirataria pediu nesta terça-feira uma ação firme da ONU para pôr fim aos ataques a navios em águas da Somália, depois do seqüestro no fim de semana passado do petroleiro saudita Sirius Star.

Foto de arquivo mostra navio saudita sequestrado nesta segunda / AP
Noel Choong, diretor do centro, com sede em Kuala Lumpur e dependente do Escritório Marítimo Internacional (OMI), expressou a grande preocupação gerada por um caso do tipo.
Segundo ele, perseguir as embarcações capturadas é trabalho da "coalizão internacional", formada pelos países que têm forças desdobradas no golfo de Aden.
O petroleiro saudita é o último dos 83 navios atacados por piratas no chamado Chifre da África desde o início de 2008, dos quais 12 e mais de 200 marinheiros (108 deles filipinos) seguem seqüestrados, segundo a OMI.
Choong frisou que os ataques piratas se tornaram "muito freqüentes" nessa região e assegurou que continuarão enquanto "os lucros superem amplamente os riscos".

Mapa mostra a região do sequestro
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* Com AP
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