12/11 - 02:38 , atualizada às 14:01 12/11 - Redação com agências internacionais
SEUL - A isolada Coreia do Norte afirmou na quarta-feira que fechará sua fronteira terrestre com a Coreia do Sul no próximo mês, paralisando assim as poucas trocas realizadas atualmente entre esses dois Estados, divididos desde a Guerra da Coréia.
A decisão foi tomada em resposta às "hostilidades" de Seul contra o país de regime comunista, de acordo com a "KCNA", citada pela agência sul-coreana "Yonhap".
Em nota enviada a Seul em nome do representante militar Kim Young-chul, a Coreia do Norte "comunica de forma oficial" que seu Exército tomará medidas importantes para fechar o acesso por estrada.
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| Posto de fiscalização na fronteira entre as duas Coreias |
"Apesar das reiteras advertências por nossa parte, o confronto contra a República (norte-coreana) tomou um nível perigoso por parte da Coreia do Sul, incluindo as autoridades militares", acrescentou o comunicado.
Os representantes militares da Coreia do Norte advertiram ainda que o governo de Seul não deveria esquecer que as relações entre as duas Coreias se encontram "em um momento grave" que poderia levar à suspensão completa das relações bilaterais.
Um grupo sul-coreano chamado "Lutadores para Libertar a Coreia do Norte" realiza desde 2004 o envio em massa através da fronteira de panfletos de propaganda contra o regime comunista de Kim Jong-il, apesar de as duas Coreias acordarem em suspender essas práticas como parte do processo de reconciliação aberto com a histórica cúpula intercoreana em 2000.
Complexo industrial
O fechamento da fronteira pode comprometer as operações da zona industrial de Kaesong, administrada pelos dois países e situada no lado norte da fronteira.
Cerca de 30 mil norte-coreanos trabalham para companhias sul-coreanas no complexo industrial.
As relações entre os dois países estão tensas desde fevereiro, quando o presidente conservador Lee Myung-bak tomou posse em Seul, prometendo ser mais duro com o programa nuclear de Pyongyang.
No mês passado, a Coreia do Norte ameaçou atacar a Coréia do Sul caso o país não impedisse que ativistas enviassem panfletos com propaganda fixados em balões de hélio para o país comunista.
O aumento das tensões coincide com especulações de que o líder norte-coreano, Kim Jong-il, teria sofrido um sério derrame, o que é negado pelo país comunista.
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