11/11 - 06:32 , atualizada às 09:47 11/11 - Redação com agências internacionais
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não se reunirá com nenhum dos governantes que comparecerá no sábado à reunião de cúpula do G20 em Washington, que pretende encontrar soluções para a crise econômica mundial, informou seu porta-voz, Robert Gibbs.
Alguns boatos davam a entender que se Obama optasse por se reunir em 15 de novembro em Washington com alguns de seus futuros colegas internacionais, isto seria uma espécie de posse antecipada. O democrata só assumirá a presidência em 20 de janeiro.
Gibbs afirmou à imprensa que, seguindo o protocolo, Obama permanecerá à margem das negociações, embora seja possível que alguns de seus colaboradores participem em encontros no fim de semana.
"Está muito interessado e considera muito bom que a reunião seja celebrada com o presidente George W. Bush", declarou Gibbs no retorno de Obama a Chicago. "Porém, em palavras que vocês escutarão muitas vezes até 20 de janeiro, existe um único presidente por vez", concluiu o porta-voz.
Fim de Guantánamo
Detalhes dos planos de Barack Obama para a controversa prisão de Guantánamo foram divulgados na segunda-feira e mostram que o novo presidente pretende lançar um esforço logo no início do mandato para reduzir o número de detentos.

Supostos terroristas presos na base de Guantànamo / Getty Images
De acordo informações, Obama estaria pensando em entregar à justiça americana comum parte dos prisioneiros que estão hoje na prisão em Cuba e são acusados de ligação com grupos extremistas.
Outra parte dos detentos também poderia ser libertada e outros, que não poderiam ser julgados em público por questões de segurança nacional, seriam encaminhados a um novo tribunal a ser criado especialmente para eles.
Obama já havia indicado durante a campanha que pretendia fechar a prisão e a descreveu como um "triste capítulo na história americana".
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