06/11 - 09:08 - EFE
JERUSALÉM - Israel pedirá ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que garanta seus interesses políticos e de segurança na região antes que abandone a Casa Branca, que passará a ser ocupada pelo democrata Barack Obama.
Olmert, que viajará para Washington no final de mês em sua última visita a este país como primeiro-ministro, tentará "extrair no último momento acordos e promessas antes que os dois deixem seus cargos", publica hoje o jornal "Ha'aretz".
| AP |
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| Israel teme governo de Barack Obama |
Garantias
Entre os compromissos que Israel procura garantir estão alguns relacionados ao processo de paz com os palestinos e outros na área de ajuda militar a longo prazo e sobre venda de armas.
No âmbito do processo de paz, Bush se comprometeu com Israel a não pressionar para que as fronteiras do futuro Estado palestino passem pelas linhas de 1967, e a considerar a presença de três grandes blocos de assentamentos judaicos na Cisjordânia.
Israel teme agora que Obama anule esse compromisso e apóie posturas palestinas que lhe prejudiquem, como o retorno dos mais de 4 milhões de refugiados palestinos às casas e terras que deixaram em 1948 e em 1967.
Da mesma forma, Olmert lhe pedirá que apóie uma série de fórmulas para preservar a segurança de Israel, em particular garantias de que o programa nuclear iraniano não continuará em frente.
Diálogo
Ao contrário de Bush, Obama defende uma estratégia de maior diálogo com Teerã, e, portanto, afastada da linha de Israel para que a comunidade internacional intervenha, inclusive por meio das armas, para deter esta ameaça.
Segundo o "Ha'aretz", que menciona o problema do Irã como principal ponto de discórdia com o novo presidente, não resta a Israel outra opção fora aceitar esta estratégia, porém deseja garantir que "seus interesses são considerados nas conversas".
Outras garantias que Olmert buscará têm relação com a vasta ajuda militar americana a Israel, que segundo um acordo firmado no ano passado chegará a US$ 30 bilhões na próxima década.
O Governo israelense expressou seu temor de que o próximo presidente, por causa da crise financeira mundial, corte esta ajuda, ou rejeite alguns pedidos para a venda de armas sofisticadas.
"Olmert explicará a Bush que o orçamento de defesa de Israel e os planos do Exército (para os próximos anos) se baseiam nesta ajuda, e, portanto, é crucial que não se alterem os termos do acordo", publica o "Ha'aretz".
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