O comandante Ebi Dari, o chefe dos Bakassi Freedom Fighters (Combatentes pela Liberdade de Bakassi, Camarões), que diz ter dez reféns em cativeiro desde sexta-feira em Bakassi, afirmou neste sábado à AFP que seu grupo "mudou de idéia e não vai mais matá-los".
"Não vamos matá-los. Mudamos de idéia depois de uma reunião. Não há mais ultimato", afirmou o comandante Dari, por telefone de Libreville.
"Mas não os liberaremos até que tenhamos obtidos o que queremos: falar com o governo camaronês. Nós queremos ver e falar com os representantes do governo", declarou.
"Os reféns estão sendo bem tratados. Eles estão conosco em Bakassi. Eles estão em nossas mãos", afirmou.
O comandante disse que já teve contato com muitos jornalistas, mas não com o governo francês. "Com nenhuma pessoa das quais queremos conversar", resumiu.
Na véspera, um outro responsável dos Bakassi Freedom Fighters, o brigadeiro Akipee, ameaçou várias vezes matar os reféns antes de segunda-feira.
Os Bakassi Freedom Fighters são um braço do grupo Conselho de Defesa e Segurança do Delta do Níger (NDDSC), que assumiu ataques em junho e julho na península, nos quais morreram sete soldados camaroneses e um vice-prefeito.
A península de Bakassi foi devolvida pela Nigéria a Camarões em agosto, acabando com uma disputa de fronteira herdada da época colonial.
Rica em petróleo e gás e com recursos pesqueiros, a península é um território de 1.000 km2 no golfo da Guiné, onde atuam muitos grupos armados.
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