13/10 - 10:43 - Redação com EFE
LUXEMBURGO - Os ministros de Relações Exteriores da União Europeia (UE) consideraram hoje um "passo adiante" a retirada das tropas russas das zonas próximas à Abkházia e à Ossétia do Sul, mas não decidiram retomar o diálogo com a Rússia, suspenso após sua guerra com a Geórgia.
Segundo fontes diplomáticas, as conclusões aprovadas pelos ministros, reunidos no Conselho de Assuntos Gerais e Relações Exteriores, referem-se ao avanço na aplicação dos acordos de cessar-fogo de 12 de agosto e de 8 de setembro.
A UE lembra que confirmou a retirada das zonas adjacentes às províncias separatistas da Ossétia do Sul e a Abkházia e o retorno das tropas russas a posições anteriores ao início do conflito, o 7 de agosto, e o qualifica como um "passo adiante".
As conclusões do Conselho não incluíram, porém, nenhuma referência a que isto deva se traduzir em recuperar o diálogo com o Kremlin para um acordo estratégico.
As negociações para o acordo com os russos foram suspensas pela UE em 1º de setembro, "até o recuo das tropas russas a posições anteriores a 7 de agosto".
Os ministros estão reunidos nesse momento em um almoço destinado a estudar as relações com a Rússia, mas segundo fontes diplomáticas não deve se esperarse desta reunião um acordo para retomar o diálogo, o que deve ser decidido somente na cúpula da próximo quarta e quinta-feira.
Espanha comemora retirada
O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, disse hoje que a "Rússia cumpriu seus compromissos" na Geórgia, razão pela qual se mostrou a favor de que a União Europeia (UE) retome o diálogo estratégico com Moscou, suspenso em resposta ao conflito de agosto.
"Estamos satisfeitos. A Rússia cumpriu com o que havia se comprometido", disse Moratinos, situando a Espanha no grupo de países europeus favorável às negociações para a assinatura de um ambicioso acordo de associação com o Kremlin.
Dentro da UE, há uma maioria de Estados-membros a favor das conversas com a Rússia, mas outro grupo de países (Reino Unido, Suécia, Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia) acha que o processo só deve ser retomado quando os russos deixarem a Ossétia do Sul e a Abkházia.
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