06/10 - 08:54 - Reuters

COCHABAMBA - Terminou sem acordo no domingo o diálogo político entre presidente da Bolívia, Evo Morales, e os governadores da oposição que exigem mais autonomia para suas regiões e se opõem à aprovação de uma nova Constituição de teor socialista.
O conflito político gerou uma onda de violência em setembro, com incidentes que mataram pelo menos 19 pessoas, a maioria seguidores do governo. Em quatro Departamentos administrados pela oposição houve ocupação de prédios públicos, bloqueios rodoviários e ataques a instalações energéticas.
O ministro da Agricultura, Carlos Romero, deixou uma reunião que durou 10 horas em Cochabamba culpando os governadores pelo fracasso. Segundo ele, o presidente havia aceitado parcialmente a autonomia regional.
"Que eles não tenham assinado só significa que eles têm uma agenda política", disse ele.
Morales deixou o encontro sem falar com jornalistas.
Falando em nome da oposição, o governador de Tarija, Mario Cossio, disse torcer para que o fracasso não leve a um recrudescimento da violência. "Essas diferenças demográficas não significam a abertura de um ciclo de confrontos e violência", afirmou.
De acordo com ele, houve "sérias discordâncias" a respeito das reivindicações autonomistas dos governadores oposicionistas, que pleiteiam também maior participação nos dividendos da extração de gás e petróleo.

Impasse: reunião acaba sem acordo na Bolívia / Reuters
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