Por Michael Georgy JOHANNESBURGO (Reuters) - O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse à nação no domingo que pediu sua renúncia, colocando o país em incertezas políticas.
A renúncia será efetivada em uma data a ser decidida pelo parlamento da África do Sul, afirmou Mbeki em uma entrevista ao canal de televisão SABC.
Mbeki, que seguiu uma linha pró-livre iniciativa desde que assumiu o governo após Nelson Mandela, em 1999, concordou no sábado em aceitar o pedido feito pelo partido Congresso Nacional Africano (ANC na sigla em inglês) de renunciar antes do fim de seu mandato, no ano que vem.
Apoiadores de Mbeki podem agir em discordância do ANC e disputar as eleições como um partido dissidente em 2009, informou o jornal Sunday Times.
A ação ameaça ruir as fundações do contexto político pós-apartheid do país, dominado pelo ANC desde o fim do regime da minoria branca, em 1994.
A queda de Mbeki veio uma semana após um juiz sugerir que havia um tanto de intromissão política no caso de corrupção imputado ao rival de Mbeki e líder do ANC, Jacob Zuma --o candidato com mais chances de vencer as próximas eleições presidenciais.
Apesar de Mbeki ter aceitado abrir mão do poder sem conflito, inúmeros ministros ameaçaram renunciar para não servir a um governo controlado por Zuma.
O Sunday Times informou que o ministro da Defesa, Mosiuoa Lekota; o vice-ministro da Defesa, Mluleki George; e outros membros leais a Mbeki estão planejando fundar um novo partido, e os organizadores se reunirão esta semana para discutir a ação.