20/09 - 13:09 - EFE

Johanesburgo, 20 set (EFE) - O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, deixará o cargo assim que "se cumprirem todos os requisitos constitucionais", disse hoje seu porta-voz, Mukoni Ratshitanga, em resposta ao pedido de renúncia feito por seu partido, o governante Congresso Nacional Africano (CNA). A renúncia de Mbeki poderia ocorrer quando o Parlamento se reunir e o presidente poderia ser substituído temporariamente à frente do Executivo pela titular da Assembléia Nacional, Baleka Mbete, segundo os comentaristas locais. Após a breve declaração de seu porta-voz, Mbeki deve explicar pessoalmente nas próximas horas como renunciará. O CNA pediu hoje a Mbeki que deixe a Presidência após acusá-lo de participar de uma suposta conspiração política para impulsionar o processo por corrupção do líder da legenda, Jacob Zuma. Em entrevista coletiva em Johanesburgo, o secretário-geral do CNA, Gwede Mantashe, disse que o Comitê Executivo Nacional tinha decidido pedir a Mbeki que renuncie "antes do fim de seu mandato", mo próximo ano, uma situação que não acontecia na África do Sul desde o final do "apartheid", em 1994. O secretário-geral do partido insistiu em que a decisão foi adotada para manter a "estabilidade" da legenda, onde houve uma forte luta interna desde que Zuma venceu Mbeki, em dezembro, como líder do CNA e candidato à Presidência do país. Zuma foi vice-presidente de Mbeki até ser destituído em 2005 depois que seu assessor financeiro, Schabir Shai...
Mbeki negou as acusações, as quais qualificou de "insultos", e destacou que "não há fatos que as respaldem". "A liberdade de expressão é o direito de dizer mentiras?", questionou, em referência a dirigentes de seu próprio partido. 
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