18/09 - 10:57 - EFE

BANGCOC - O rei Bhumibol Adulyadej da Tailândia sancionou hoje a nomeação de Somchai Wongsawat como primeiro-ministro do país, eleito por maioria parlamentar na última terça apesar da rejeição da oposição e dos manifestantes que ocupam o Palácio do Governo, em Bangcoc, desde 26 de agosto.
O presidente da Casa dos Representantes, Chai Chidchob, apresentou ao monarca a eleição de Wongsawat, de 61 anos, no Palácio de Klai Kangwong, em Hua Hin, a 150 quilômetros de Bangcoc.
Wongsawat, com fama de moderado e com uma sólida carreira judicial, deve anunciar seu gabinete no começo da próxima semana e disse que seu primeiro ato após o juramento será tomar as medidas necessárias para enfrentar a crise financeira internacional e revitalizar a economia do país.
A sanção real acontece no mesmo dia em que o ministro das Finanças tailandês, Surapong Suebwonglee, apresentou sua renúncia para se defender de um caso de suborno.
Suebwonglee, secretário-geral do governista Partido do Poder do Povo (PPP), no qual milita Wongsawat, afirmou que esperará a sentença para decidir se continuará na política.
A posse de Wongsawat não significa necessariamente o fim da crise política na Tailândia, pois a Aliança do Povo pela Democracia, cujos militantes ocupam o Palácio do Governo há três semanas, rejeita o novo chefe do Executivo por seus laços com o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, de quem é cunhado.
A Aliança do Povo pela Democracia foi formada para derrubar Shinawatra, o que aconteceu em 19 de setembro de 2006 em um levante violento, mas as eleições democráticas de dezembro de 2007 devolveram o governo aos aliados do ex-primeiro-ministro.
Wongsawat sucede o ultradireitista Samak Sundaravej, que não conseguiu acabar com os protestos nem mesmo declarando estado de emergência em Bangcoc e que acabou inabilitado a continuar no cargo pelo Tribunal Constitucional da Tailândia no dia 9 de setembro, por apresentar um programa de culinária na televisão quando já era primeiro-ministro.
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