04/09 - 20:36 , atualizada às 20:42 04/09 - EFE

LA PAZ - O presidente boliviano, Evo Morales, denunciou, nesta quinta-feira, que na Bolívia teve início "um golpe civil", cujo "primeiro capítulo é a tomada de instituições públicas por parte de grupos de choque financiados pelas Prefeituras (Governos)" da oposição, informou a agência boliviana estatal "ABI".
Morales, que voltará esta noite a La Paz após sua viagem à Líbia e ao Irã, pediu também a "unidade do povo e às Forças Armadas para defender a democracia boliviana".
O chefe de Estado convocou em 28 de agosto, via decreto supremo, um referendo para submeter a consulta popular a nova Constituição, o que gerou uma nova tempestade política no país e aumentou os protestos das cinco regiões opositoras que incluíram a tentativa de tomada de instituições públicas.
Para Morales, estas ações são amparadas "só na ilegalidade" e são um "plano subversivo da direita" para criar as condições propicias para "derrubar" seu Governo.
O presidente boliviano disse ainda que as ações dos opositores autonomistas "reeditam" o golpe de Estado do ditador Luis García Meza em julho de 1980.
Nas cidades de Cobija (Pando) e Trinidad (Beni) jovens autonomistas e membros do comitê cívico tentaram tomar instituições públicas esta semana.
"É obrigação do Governo preservar o Estado de Direito e utilizar todos os instrumentos concedidos pela Carta Magna para garantir sua vigência", disse Morales.
O presidente denunciou também que os setores conservadores, liderados pelos governadores regionais de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija, "investem contra as Forças Armadas e a Polícia porque ambas as instituições se constituem em firmes bastiões do estado de direito".
Morales ressaltou que o governo "não tolerará esses fatos antidemocráticos que lastimam a democracia".
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