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"É a coisa mais próxima do inferno que eu já vi", diz testemunha

20/08 - 14:11 - Ansa

MADRI - UM agente da Guarda Civil relatou à edição on-line do jornal espanhol El Pais que a cena do acidente "é a coisa mais próxima do inferno que eu já vi, os cadáveres borbulhavam e nós nos queimamos enquanto tentávamos recolhê-los", referindo-se ao acidente aéreo que aconteceu nesta manhã no aeroporto de Barajas, próximo a Madri.

 

"Já não resta mais nada que se assemelhe a um avião. É um horror, está tudo queimado", continuou o agente. Um funcionário do serviço de emergência, por sua vez, confirmou que os sobreviventes seriam apenas 23, todos em condições críticas.


Ambulâncias fazem fila para efetuar o resgate em Madri / EFE

Uma testemunha que trabalha na empresa Aena, responsável pela gestão do aeroporto, afirmou que "o avião se despedaçou, havia corpos em todos os lugares", confirmando as sérias dimensões do acidente.

Neste momento, 60 ambulâncias auxiliam no transporte dos feridos. O socorro enfrenta dificuldades, pois a alta temperatura no interior do avião retardou a entrada dos bombeiros na aeronave.

"É um milagre que haja sobreviventes", declarou uma das testemunhas. Os homens empenhados no socorro são, até o momento, 170 bombeiros locais, 70 do município de Madri e 230 do serviço de emergência. Além deles, um helicóptero da  Comunidade de Madri participou dos trabalhos para apagar o incêndio.

O acidente aconteceu quando o avião, que estava abastecido com querosene, decolava. O impacto com o solo causou o incêndio, que se alastrou e se dividiu em dois focos, soltando uma fumaça que cobriu o aeroporto inteiro.

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