14/08 - 09:13 - AP
LONDRES - Quando uma jovem iraquiana desenvolveu complicações fatais durante sua gravidez no ano passado, o remédio veio de uma fonte pouco comum: um e-mail.
Temendo que tivessem que abortar o bebê para salvar a mãe, os médicos pediram ajuda ao Fundo de Caridade Swinfen, um grupo beneficente britânico que conecta médicos de nações em guerra com especialistas ocidentais usando a internet.
Os médicos iraquianos enviaram um e-mail com detalhes da condição de sua paciente à instituição, que encaminhou a questão a um especialista britânico e um anestesista espanhol que fazem parte da sua equipe de voluntários.
"Depois de duas semanas e meia tínhamos uma mãe e um bebê saudáveis", disse Lord Swinfen, fundador da instituição juntamente com sua mulher. "Impressionante o que alguns emails e imagens digitais podem fazer".
Desde 1998, o Fundo de Caridade Swinfen trabalha em todo o mundo, da Antártida às Ilhas Solomon, com mais de 380 médicos ocidentais cooperando com serviços gratuitamente para ajudar médicos com menos opções.
A instituição usa uma versão básica da telemedicina. Os médicos recebem uma câmera digital e enviam imagens, o histórico do paciente e outros materiais relevantes, como exames de raio-x, por email. Então a dúvida é encaminha a médicos voluntários, que respondem em menos de dois dias.
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