As forças russas de manutenção da paz admitiram ter entraado na cidade georgiana de Gori nesta quarta-feira, apesar de assegurar que seu objetivo era esvaziar um arsenal georgiano, informou um representante destas tropas citado pela agência Ria-Novosti.
Antes, o presidente georgiano Mikhail Saakashvili denunciou que tanques russos abriram fogo contra habitantes da cidade de Gori.
"Tanques russos entraram em Gori. Destruíram prédios e as tropas russas estão realizando saques. Também mataram pessoas", acusou o presidente coletiva de imprensa por telefone.
"Saquearam, roubaram comida, destruíram instalações sanitárias, pegaram computadores e qualquer coisa de valor", acrescentou.
O Estado-Maior do exército russo, por sua vez, também negou que suas tropas se dirijam para Tbilisi.
"As unidades russas e o material militar não se dirigiam a Tbilisi. Não temos tal missão", declarou o general Anatoli Novogitsyn, chefe do Estado-Maior adjunto, citado pela agência Interfax.
Segundo o presidente Saakashvili falando ao canal CNN, as forças russas avançam para a capital da Geórgia, Tbilisi, e tentam sitiá-la.
"Vamos proteger nossa capital até a última gota de nosso sangue", enfatizou. "Jamais nos renderemos aos russos".
A imprensa presente no local informou anteriormente que uma coluna de tanques, blindados e caminhões militares russos deixou nesta quarta-feira a cidade georgiana de Gori com direção a Tbilisi, capital da Geórgia, mas outros veículos blindados russos permaneciam patrulhando a periferia dessa cidade Gori, de onde a população continua fugindo em carros e caminhões.
Também era possível ver colunas de fumaça num dos lados da linha de separação entre a região independentista de da Ossétia do Sul e o resto da Geórgia.