13/08 - 18:01 , atualizada às 18:41 13/08 - Redação com agências internacionais
PARIS - Parlamentares franceses que se reuniram com o Dalai Lama, nesta quarta-feira, disseram que o líder espiritual budista teme que a China acelere a transferência de 1 milhão de membros da etnia majoritária han para o Tibete depois dos Jogos Olímpicos.
| AFP |
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| Na França, o Dalai Lama reafirmou seu apoio à Olimpíada |
Situação preocupante
O Dalai Lama passa duas semanas na França, mas o encontro com os parlamentares na quarta-feira foi o único momento político da sua agenda.
'Ele nos deu informações muito preocupantes sobre a situação no Tibete, falando de prisões, tortura, execuções sumárias e reforço da presença militar chinesa por meio de novos quartéis', disse Bianco à Reuters.
Numa entrevista coletiva prévia, o Dalai Lama reiterou seu apoio à Olimpíada em Pequim, e disse que os líderes ocidentais fazem bem em nutrir boas relações com a China --uma alusão às críticas feitas ao presidente Nicolas Sarkozy, que supostamente evitou encontrá-lo para não magoar o regime comunista.
'Não devem isolar a China. Devem trazer a China para a comunidade mundial e criar uma amizade genuína', disse o Dalai Lama, que vive exilado na Índia desde 1959.
Ele também afirmou que a comunidade internacional tem a "responsabilidade" de conduzir a China à democracia.
"A China tem grande interesse em fazer parte da comunidade internacional. A comunidade internacional tem a responsabilidade de levar a China à tendência geral da democracia mundial", declarou em inglês o Dalai Lama durante uma entrevista coletiva à imprensa concedida em Paris.
A China acusa seguidores do Dalai Lama de terem provocado distúrbios no Tibete e arredores para sabotar a Olimpíada, algo que o líder budista nega, inclusive desestimulando expressamente manifestações durante o evento.
(*Com informações das agências Reuters e AFP)
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