10/08 - 03:39 - EFE

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que, se superar no referendo de revogação o apoio que alcançou nas eleições de 2005, buscará o consenso das autoridades regionais e os movimentos cívicos e sociais para que se aprove a nova Constituição da Bolívia.
"Se me ratificam com mais de 54%, vou convocar todas as autoridades ratificadas ou as novas autoridades para buscar consensos junto com movimentos sociais, sejam sindicais ou cívicos, para que o povo possa aprovar uma Constituição política do Estado boliviano, que é um tema pendente", afirmou Morales.
Em uma reunião com jornalistas em Vila Tunari, o presidente disse que superar o respaldo de 53,7% que alcançou nas presidenciais de 2005 lhe outorgaria "certa autoridade" para buscar esse diálogo nacional em torno da Constituição.
Também insistiu em seu desejo que o referendo propicie uma "grande reconciliação" na Bolívia, mas advertiu que para alcançá-la "algumas autoridades têm que deixar de ser racistas".
Morales submeterá amanhã seu cargo ao voto popular em um referendo onde os bolivianos decidirão também sobre a continuidade ou revogação de seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito dos nove prefeitos regionais do país, a maioria opositores.
Sem dar mais detalhes, o presidente disse que avaliará "como se pode dar uma combinação de legalidade e legitimidade".
"Tenho algum poder constitucional para tomar decisões, mas por enquanto não posso antecipar nada", declarou Morales que cumprimentou a decisão da Corte Eleitoral, embora tenha lembrado que "não é uma lei".
Morales fez estas declarações após jantar com jornalistas em Vila Tunari, localidade localizada em seu reduto eleitoral de Chapare, onde o presidente passou hoje a maior parte da véspera do referendo de revogação de mandatos.
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