O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, pediu neste sábado às autoridades georgianas o "fim imediato da agressão contra a Ossétia do Sul" e das "violações dos acordos anteriores de paz e cessar-fogo".
Putin fez estas declarações na república russa da Ossétia do Norte, onde chegou vindo de Pequim, onde na sexta-feira assistiu à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.
Segundo Putin, o propósito da Geórgia de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é "uma tentativa de envolver outros países e povos em suas sanguinárias aventuras".
"Acho que isso agora é óbvio, tanto na Geórgia e na Rússia quanto no resto do mundo", afirmou o primeiro-ministro russo, que ressaltou que "as ações das autoridades georgianas na Ossétia do Sul são, certamente, um crime, e antes de tudo um crime contra seu próprio povo".
Segundo Putin, que pouco menos de dez anos atrás iniciou a guerra contra a separatista Chechênia, a operação militar georgiana foi um duro golpe para a integridade territorial da Geórgia.
"É difícil imaginar como, depois do ocorrido e do que está ocorrendo, convencer a Ossétia do Sul a fazer parte do Estado georgiano", disse.
Ao mesmo tempo, "a agressão provocou várias vítimas entre a população civil, o que desembocou, de fato, em uma autêntica catástrofe humana".
O primeiro-ministro russo informou que 34.000 refugiados da Ossétia do Sul - dos quais um terço retornou depois a suas terras - cruzaram a fronteira e se inscreveram no serviço de imigração.
Para o alojamento dos refugiados, serão destinados 500 milhões de rublos (US$ 20 milhões), disse Putin, acrescentando que está sendo preparado um programa de ajuda para a reconstrução dos edifícios destruídos na Ossétia do Sul.