08/08 - 13:31 - Reuters

Leia abaixo uma cronologia sobre os recentes fatos envolvendo as relações entre a Geórgia e a Rússia.
A questão da independência da Ossétia do Sul (região da Geórgia), onde forças separatistas e georgianas começaram a se enfrentar, acabou por provocar uma crise nas relações entre aqueles dois países.
3 de abril de 2008 -- Reunidos na capital da Romênia, Bucareste, países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordam que a Geórgia e a Ucrânia poderão um dia fazer parte da aliança, mas não chegam a fixar um cronograma referente ao ingresso delas.
3 de abril -- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manda que seus comandados selem laços semi-oficiais com os governos separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul, ambas regiões georgianas. A Geórgia afirma que a ordem viola as leis internacionais.
20 de abril -- A Geórgia afirma que um caça Mig-29 russo derrubou um avião-robô georgiano que sobrevoava a Abkházia. A Rússia nega envolvimento no caso, mas um relatório posterior da Organização das Nações Unidas (ONU) acaba por dar sustentação às denúncias da Geórgia.
21 de abril -- A Geórgia acusa a Rússia de, em um 'ato de agressão internacional', derrubar um avião-robô. O governo russo, no entanto, responde afirmando que os georgianos alimentam as tensões deliberadamente.
29 de abril -- A Rússia envia forças suplementares à Abkházia a fim de responder ao que diz serem planos georgianos de ataque. No dia seguinte, a Otan acusa os russos de alimentar as tensões com a Geórgia.
4 de maio -- Os separatista da Abkházia dizem ter derrubado dois aviões-robô espiões da Geórgia no território que controlam. Mas a Geórgia nega ter realizado tais vôos.
6 de maio -- A Geórgia diz que o envio de mais soldados russos à Abkházia aumentou 'muito' as chances de uma guerra.
30 de maio -- A Geórgia afirma ter suspendido os vôos de aviões não-tripulados sobre a Abkházia, mas se reserva o direito de retomá-los.
31 de maio -- Putin, agora no cargo de primeiro-ministro, diz ser favorável à proposta georgiana de dar autonomia à Abkházia, em vez de independência total.
5 de julho -- O novo presidente russo, Dmitry Medvedev, conclama o presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, a não 'alimentar as tensões' nas regiões separatistas da Geórgia.
8 de julho -- Caças russo ingressam no espaço aéreo da Geórgia a fim de sobrevoar a Ossétia do Sul. O governo russo diz que a missão tem por objetivo 'esfriar as cabeças quentes em Tbilisi (capital georgiana)'. Dois dias mais tarde, a Geórgia, como forma de protesto, tira seu embaixador de Moscou.
4 de agosto -- A Rússia acusa a Geórgia de usar força excessiva na Ossétia do Sul depois de os rebeldes apoiados pelos russos terem dito que disparos da artilharia georgiana mataram ao menos seis pessoas.
7 de agosto -- O chefe das forças russas de paz na região diz, segundo meios de comunicação, que a Geórgia e os separatistas da Ossétia do Sul concordaram com observar uma trégua até realizarem negociações mediadas pela Rússia.
-- A Rússia diz mais tarde que as operações militares da Geórgia na Ossétia do Sul mostram que o governo georgiano não é digno de confiança e que a Otan deveria reconsiderar seus planos de admitir a entrada daquele país em seus quadros.
8 de agosto -- A Geórgia diz que suas forças 'libertaram' grande parte da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, e acusa a Rússia de realizar uma operação 'de grande escala' contra a Geórgia.
-- Putin condena as ações da Geórgia e promete responder.
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