04/07 - 10:34, atualizada às 13:16 04/07 - EFE
Paris - A França e a Colômbia afirmaram, nesta sexta-feira, que não pagaram resgate pela libertação da refém franco-colombiana Ingrid Betancourt, como afirmou a Rádio Suíça Romanda (RSR).

"A resposta é muito singela: não", respondeu, em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da França, Eric Chevallier, ao ser questionado sobre o assunto depois que uma rádio suíça informou do pagamento de US$ 20 milhões às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O comandante das Forças Militares da Colômbia, o general Freddy Padilla de León, também fez questão de negar as informações e reiterou que a libertação de Betancourt, símbolo mundial do sequestro, e dos outros 14 reféns foi uma operação de infiltração nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
'Como comandante geral das Forças Armadas e por minha honra militar, nego que o governo da Colômbia tenha gasto um só peso, um só centavo', disse Padilla de León à rádio local.
A "Radio Suisse Romande" ("RSS") citou nesta sexta-feira uma fonte a qual não especificou e que qualificou "confiável", segundo a qual o grupo recebeu esse dinheiro e que a operação militar colombiana que resgatou Ingrid e mais 14 reféns foi uma farsa".
A rádio afirmou ainda que na origem da transação estariam os Estados Unidos, que tinham três homens seqüestrados pela guerrilha.
Chevallier lembrou hoje que a França não teve nada a ver com essa operação militar "nem com suas modalidades de financiamento, se é que houve essas modalidades de financiamento".
O secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Guéant, elogiou na quinta-feira a "muito boa" atuação do Exército colombiano, na qual não foi disparado um só tiro, e disse que a França soube da libertação de Betancourt 15 minutos antes que a imprensa da Colômbia anunciasse o fato.
(*Com informações da Reuters
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