03/07 - 11:09, atualizada às 12:44 03/07 - Redação com agências internacionais
A Casa Branca declarou hoje que os EUA estiveram envolvidos no planejamento do resgate de Ingrid Betancourt e outros reféns da guerrilha das Farc, fornecendo “suporte específico” à Colômbia.
Um oficial norte-americano que falou com jornal The New York Times sob condição de anonimato, confirmou a ajuda da inteligência norte-americana na missão colombiana, mas não forneceu mais detalhes.
| Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Howes quando estavam seqüestrados |
Ainda segundo a reportagem do jornal, o embaixador norte-americano na Colômbia, William R. Brownfielde, e o comandante norte-americano na região, James G. Stavridis, estiveram “envolvidos nas etapas de planejamento da operação,” segundo confirmações de Gordon D. Johndroe, representante da secretaria de imprensa da Casa Branca.
“Essa foi uma operação colombiana, mas os EUA auxiliaram,” disse Gordon, adicionando que “esse foi uma resgate muito planejado, e nós trabalhamos com os colombianos por cinco anos, desde que os reféns (norte-americanos) foram capturados, para que pudéssemos libertá-los do cativeiro.”
"Estávamos interados desde as fases de planejamento, mas esta foi uma operação concebida pelos colombianos e executada pelos colombianos com nosso completo apoio. Mas eles não precisavam que déssemos nossa autorização", afirmou o representante da Casa Branca.
O presidente Bush foi mantido informado do planejamento e entrou em contato com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para parabenizá-lo, chamando Uribe de “um forte líder.”
O senador John McCain, candidato Republicano a presidência dos EUA, foi avisado na terça-feira por Uribe e pelo Ministro da Defesa da Colômbia sobre o plano de resgate de quarta-feira.
(*Com informações do The New York Times e AFP)
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