Por Anna Mudeva SOFIA (Reuters) - A polícia da Bulgária prendeu cerca de 60 manifestantes de extrema direita neste sábado que atiraram uma bomba de combustível e tentaram acabar com a primeira parada gay do país.
Aproximadamente 100 ativistas gays marcharam pela capital Sofia para protestar contra discriminação no país conservador, que freqüentemente é hostil à homossexualidade -- uma atitude vista em muitas nações do leste da Europa.
Um militante contrário jogou uma bomba de combustível perto dos ativistas, enquanto outros atiraram ovos e alguns carregavam clavas, segundo a polícia e uma testemunha ocular da Reuters.
Cerca de 60 pessoas foram detidas, afirmou a polícia.
Ninguém foi ferido.
Grupos religiosos e de extrema direita, bem como alguns partidos políticos no país de 7,6 milhões de pessoas preferiram que a parada fosse banida.
O líder da Igreja Cristã Ortodoxa chamou a marcha de 'imoral e pecadora' e o Mufti Muçulmano Chefe afirmou que a homossexualidade é uma doença.
Um grupo de extrema direita pediu 'uma semana de intolerância gay' e, junto com outros grupos, ameaçou violência. Mesmo o primeiro ministro socialista Sergei Stanishev afirmou não gostar de 'manifestações e demonstrações de tais orientações'.
Apesar da homossexualidade ter se tornado legal no leste europeu após a queda do comunismo, casais homossexuais raramente fazem demonstrações públicas de afeto.