06/06 - 02:38 - EFE
Bogotá - A senadora opositora colombiana Piedad Córdoba comparou hoje o governo do presidente Álvaro Uribe com o de Adolf Hitler.
A congressista, que é investigada por supostas ligações com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), declarou aos jornalistas que as recentes críticas do governo aos opositores pretendem esconder o escândalo da chamada "parapolítica", no qual já foram presos 33 congressistas e ex-congressistas, e são investigados outros de 30, em sua maioria de partidos próximos ao presidente Uribe.
"Este governo tem a capacidade de governar midiaticamente, assim como fazia Hitler, o que lhe permite esconder escândalos", assinalou a legisladora.
Córdoba intermediou no ano passado, junto ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a libertação de reféns das Farc a pedido de Uribe, que cancelou a mediação após saber que estavam contatando militares colombianos sem a sua permissão.
O presidente Uribe assinalou hoje, durante uma cerimônia na cidade de Cartagena de las Índias, que "enquanto alguns políticos da oposição agem como defensores de terroristas", o ministro da Defesa, os altos comandantes e ele próprio "se mantêm preocupados em cercá-los de proteção total, de efetiva segurança".
"Têm garantias, em nome da liberdade, para fazer apologia do delito. E o governo faz apenas tímidos comentários. Alguns deles se dedicam a fazer apologia dos terroristas e o Governo faz apenas tímidos comentários", disse o chefe do Estado.
Piedad Córdoba já havia feito outras críticas ao governo na quarta-feira, durante um fórum estudantil em Medellín.
Nessa reunião, a parlamentar defendeu o antigo fundador e chefe das Farc Pedro Antonio Marín, conhecido como "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", que morreu em 26 de março, aparentemente por causa de um ataque cardíaco.
"Meu compromisso é com a paz e com os atores que lutam para alcançá-la, e por isso não me arrependo de nada do que disse", afirmou.
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