03/06 - 08:45, atualizada às 09:31 03/06 - AP
WELLINGTON, Nova Zelândia - Estudos realizados no osso de ratos e em sementes reforçam a teoria de que os humanos só chegaram à Nova Zelândia depois de 1300 a.c. - cerca de mil anos depois do que se acreditava.
O estudo, que foi lançado nessa terça-feira, reuniu uma equipe de pesquisadores liderados pela Dr. Janet Wilmshurst, e passou quatro anos analisando a data através do carbono armazenado em ossos de ratos e sementes nativas e concluiu que as primeiras evidências de colonização humana no país aconteceu entre 1280 a.c. e 1300 a.c.
Seu trabalho, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences nos Estados Unidos, contradiz a descoberta de uma pesquisa anterior publicada na revista Nature em 1996. Aquele estudo descobriu evidências de que o homem chegou à Nova Zelândia por volta de 200 a.c.
Wilmshurst e sua equipe reanalisaram os ossos de quase todos os sítios usados na primeira pesquisa. Segundo eles, nenhum dos ossos estudados era de antes de 1280.
"Como o rato do pacífico não pode nadar para muito longe, só pode ter chego ao país a bordo de canoas humanas, seja como carga indesejada ou estoque de alimento", disse Wilmshurst. "Por isso, a evidência do carbono em seus ossos indica a chegada de pessoas à ilha".
A data do primeiro assentamento "tem sido discutida há décadas", ela disse.
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