Medellín (Colômbia), 3 jun (EFE).- Os chanceleres da Bolívia, David Choquehuanca, e do Chile, Alejandro Foxley, tiveram hoje um debate sobre a proposta boliviana de que a OEA faça um acompanhamento à agenda de 13 pontos estipulada por ambos os países, que inclui, entre outros, o tema da saída para o mar.
O ministro boliviano assegurou hoje, durante a 38ª Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que é fundamental que o organismo interamericano ajude no diálogo bilateral com o Chile para encarar as resoluções da reivindicação marítima da Bolívia para que se contribua para uma solução definitiva da controvérsia.
"Nessa nova fase de concretização da confiança mútua em feitos e conquistas concretos, será importante o acompanhamento da OEA para que de maneira rápida obtenhamos resultados concretos que reforcem a confiança mútua e nos permitam resolver definitivamente a justa e indeclinável reivindicação da Bolívia", disse Choquehuanca.
Além disso, o chanceler boliviano indicou que o "enclausuramento imposto" à Bolívia não é um assunto que deva ser tratado só pelo Chile e Bolívia, mas é um assunto "de interesse hemisférico".
Sobre o assunto, Foxley disse concordar com boa parte do discurso de Choquehuanca, mas discordou que organismos multilaterais devam se envolver em temas "estritamente bilaterais".
"Os temas tratados pelo chanceler da Bolívia são matéria estritamente bilateral e, portanto, tenho que dizer que o Chile expressa seu desacordo e rejeição ao envolvimento de instâncias multilaterais em matérias que são de alcance estritamente bilaterais", afirmou. EFE fer/rr