02/06 - 20:26 - Reuters
WASHINGTON - Antes mesmo do início do debate no plenário do Senado sobre o primeiro projeto de lei abrangente nos Estados Unidos a respeito das mudanças climáticas, a Casa Branca disse na segunda-feira que o presidente George W. Bush o vetaria em sua forma atual.
O próprio Bush disse que o projeto custaria 6 trilhões de dólares aos EUA --estimativa rejeitada imediatamente pelos partidários do projeto.
O governo Bush é consistentemente contrário a qualquer medida contra as emissões de dióxido de carbono que tenham efeitos econômicos.
Apesar de ser o país que mais polui, os EUA não aderiram ao Protocolo de Kyoto, que estipula a redução das emissões dos gases do efeito estufa para os países desenvolvidos --com metas ainda mais rígidas que as previstas no projeto do Senado.
"Peço ao Congresso que seja muito cuidadoso ao incorrer em enormes custos para as futuras gerações de norte-americanos", disse Bush num evento a respeito de economia e impostos na Casa Branca. "Vamos trabalhar com o Congresso, mas a idéia de uma conta enorme alimentada por aumentos tributários não é a forma correta de proceder."
A Lei de Segurança Lieberman-Warner, como ficou conhecida em alusão a seus autores, deve começar a ser debatida no plenário do Senado na segunda-feira à noite.
Dana Perino, porta-voz do presidente, disse que Bush vai vetar caso o projeto chegue dessa forma para sanção. "De qualquer forma, é improvável que passe no Senado", afirmou. A maioria dos observadores do Congresso acha difícil que o projeto se torne lei antes de janeiro, quando termina o mandato de Bush.
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