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OEA inaugura sua 38a assembléia geral

01/06 - 22:30 - AFP

A 38a assembléia geral da Organização de Estados Americanos (OEA) foi inaugurada neste domingo, em Medellín, em meio a tensões entre Quito e Bogotá que mantêm relações rompidas desde março passado.

A inauguração foi presidida pelo secretário-geral José Miguel Insulza, em uma cerimônia em que ressaltou os êxitos obtidos ao longo dos 60 anos da organizacão, na consolidação da democracia no continente.

Antes do início dos trabalhos, a chanceler equatoriana Maria Isabel Salvador pediu à OEA que assuma a investigação dos documentos que, segundo a Colômbia, foram encontrados em computadores apreendidos com a guerrilha das FArc e que, segundo Bogotá, provam as ligações entre Quito e Caracas com os guerrilheiros.

"Os membros de meu governo não temem uma investigação, pois temos a consciência limpa", afirmou a chanceler, negando que o Equador tenha algum tipo de relação com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que não seja para tentar obter a libertação dos reféns em poder desse grupo.

Insulza adiantou que a crise bilateral entre o país anfitrião e seu vizinho Equador seria o tema central desta reunião. O funcionário submeterá na terça-feira aos 34 países participantes na Assembléia um informe sobre as gestões que a OEA realiza para promover uma aproximação entre as duas nações.

Em um discurso pronunciado na noite de sexta-feira em Medellín (noroeste), o presidente colombiano Álvaro Uribe insistiu no término da crise com o Equador e assinalou que a Colômbia quer "harmonia com os países irmãos e vizinhos" aos quais convidou para fazer "uma grande aliança para derrotar o terrorismo".

Bogotá ordenou um ataque contra um acampamento da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em território equatoriano em 1º de março último, que terminou com a morte de 25 pessoas, entre elas o número dois do maior grupo rebelde colombiano, Raúl Reyes.

Depois do ataque, o governo colombiano Rafael Correa rompeu relações com a Colômbia.

O Equador tentou na OEA uma "condenação" à atitude colombiana, mas obteve apenas uma "resolução de rechaço".

O governo colombiano acusou os governos do Equador e da Venezuela de ter vínculos com as FARC, a partir de dados encontrados em um computador que Bogotá alega ter confiscado no ataque.

Quito e Caracas negam essas afirmações, que contribuído para aumentar ainda mais as tensões entre a Colômbia e seus vizinhos.

mr/nh/cn/





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