O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, durante sua breve visita a Porto Príncipe, seis acordos de cooperação, que visam reforçar especialmente a segurança alimentar no Haiti, país sacudido pela chamada "Revolta da Fome" em abril.
Os acordos, que envolvem ainda educação, combate à violência contra a mulher e apoio à produção agrícola, também foram firmados pelo chanceler brasileiro, Celso Amorim, e por vários ministros do governo haitiano.
"Em nome do povo haitiano, agradeço ao Brasil por sua participação ativa na manutenção da paz e no restabelecimento da estabilidade e da segurança no Haiti", declarou o presidente René Préval.
O Brasil tem, com 1.200 militares, o maior contingente da Minustah, a Missão de Estabilização da ONU no Haiti.
Préval, que foi convidado a visitar o Brasil em 13 de agosto próximo, pediu a Lula que substitua os Capacetes Azuis brasileiros no Haiti por policiais.
O presidente brasileiro prometeu ampliar a ajuda para a reconstrução do Haiti com o envio de mais técnicos, como parte da nova etapa de cooperação bilateral. "Um segundo contingente de engenheiros militares chegará em breve".
"Estamos seguros de que vamos germinar um novo exemplo de cooperação internacional, como já aconteceu aqui em 1804, quando foi plantada a semente de liberdade da América Latina e do Caribe", declarou Lula.
O líder brasileiro defendeu ainda a retomada da conferência de doadores de fundos ao Haiti, prevista para março passado mas adiada em razão da destituição do primeiro-ministro Jacques-Edouard Alexis.
Nesta segunda visita ao Haiti em quatro anos, Lula esteve acompanhado de ministros e empresários.
Do Haiti, Lula seguirá para El Salvador, onde participará da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo dos países-membros do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica) e Brasil.
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