26/05 - 06:58, atualizada às 08:15 26/05 - EFE
Yangun (Mianmar), 26 mai (EFE).- Cerca de 92% das pessoas que votou no plebiscito do sábado passado realizado no sul de Mianmar (antiga Birmânia) aprovou o texto constitucional proposto pela Junta Militar que governa o país e que rejeita o movimento democrático.
Os meios de comunicação locais noticiaram que 26 dos 27 milhões de pessoas registradas para votar acudiram às urnas.
Reconstrução do país
A comunidade internacional exortou neste domingo Mianmar a salvar os sobreviventes do ciclone cumprindo com sua promessa de liberar o acesso de todos os trabalhadores humanitários estrangeiros ao país, durante uma conferência internacional ao término da qual a junta esperava arrecadar bilhões de dólares para sua reconstrução.
"Temos que priorizar o objetivo imediato, que é salvar vidas", afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na abertura da reunião.
Quando esta conferência foi anunciada, na semana passada, pela ONU e pela Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), a antiga Birmânia avaliou em 10,7 bilhões de dólares os danos provocados pelo ciclone Nargis.
No entanto, ao término dos debates deste domingo, nenhuma promessa precisa de doação a este país pobre, arrasado nos dias 2 e 3 de maio por uma das piores catástrofes naturais da história recente, foi anunciada.
"Nosso desafio imediato é humanitário", lembrou Ban Ki-moon, avisando que "vai demorar pelo menos seis meses para alimentar e cuidar das pessoas que perderam tudo".
"As infra-estruturas precisam ser reconstruídas, mas isso não pode ser nossa maior preocupação", alertou o secretário-geral.
Para John Holmes, o encarregado dos assuntos humanitários da ONU, "ainda estamos na fase de emergência desta crise".
Os dirigentes militares birmaneses estão conscientes da "necessidade de atuar com urgência", garantiu Ban Ki-moon.
"Espero, e acredito, que qualquer dúvida que o governo birmanês possa ter tido em relação a esta emergência faça agora parte do passado", acrescentou.
Querendo mostrar otimismo, Ban Ki-moon elogiou o "novo espírito de cooperação" entre a junta e a comunidade internacional.
Até a China, vizinha e aliada da junta militar de Mianmar, é favorável a "um maior papel" da ONU no país asiático, frisou o ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi.
Entenda mais:
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