19/05 - 14:39 - EFE
Washington, 19 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse hoje que sua crítica àqueles que defendem uma "conciliação com ditadores" foi mal interpretada quando se referiu ao pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama.
Em discurso na Knesset, o Parlamento israelense, na quinta-feira, Bush comparou aqueles que defendem o diálogo com países inimigos com os que defendiam uma conciliação com Hitler antes da Segunda Guerra Mundial.
Obama, que diz que se for eleito presidente se disporá a falar com os líderes de Cuba e Irã, se sentiu atingido e respondeu com uma dura crítica à política externa da Casa Branca. O discurso de Bush, segundo ele, representa "uma politização extraordinária da política externa".
Em entrevista exibida hoje no programa "Today", da rede "NBC", Bush afirmou que a interpretação dada "não foi exatamente a correta".
A Casa Branca afirma que essas declarações foram dirigidas contra os que defendem o diálogo com inimigos, particularmente contra o ex-presidente americano Jimmy Carter, que recentemente se reuniu com representantes do grupo radical palestino Hamas.
Segundo Bush, sua "política não mudou, mas evidentemente o calendário político sim".
"O povo tem que ler meu discurso" para saber o que dizia, acrescentou.
"O que disse é que temos que levar a sério o que o povo diz, e quando um líder iraniano diz que quer destruir Israel, é preciso levar a sério", disse.
Em seu discurso no Knesset, Bush declarou: "Alguns parecem acreditar que devemos negociar com os terroristas e com os radicais... Temos a obrigação de chamá-lo como o que é, de falsa comodidade da conciliação".
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