12/05 - 22:29 - EFE
Quase 32.000 birmaneses perderam a vida e não se conhece o paradeiro de outros 30.000 por causa do ciclone "Nargis", de acordo com a última apuração da Junta Militar.
O diário oficial "New Light of Mianmar", que o regime utiliza para divulgar suas mensagens, informou hoje um total de 31.938 mortos, 3.480 a mais que o último saldo de vítimas divulgado no domingo, e 29.700 desaparecidos.

O Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária das Nações Unidas fala de entre 63.000 e 102.000 mortos, além de outras 220.000 pessoas com paradeiro desconhecido, e quase dois milhões de desabrigados.
Já a organização de ajuda contra a pobreza Oxfam Internacional menciona 100.000 mortos e prevê que o número poderia ser multiplicado por 15, se nas próximas semanas os atingidos não receberem imediatamente água potável e atendimento médico.
Dez dias após a tragédia, aterrissou ontem no aeroporto de Yangun o primeiro avião carregado com ajuda humanitária dos Estados Unidos, embora os funcionários do governo birmanês tenham se encarregado da distribuição do material.
A Junta Militar diz não precisar de voluntários estrangeiros, apesar de ter admitido que vastas áreas do delta do rio Irrawaddy continuam isoladas e não é possível levar assistência até o local.

Mianmar está localizada no sudeste asiático
Membros do exílio birmanês em Bangcoc denunciaram que os postos de controle do Exército no delta confiscam das ONG a metade de cada carga de material de emergência levada à região.
O regime birmanês, por meio de seu poderoso aparelho de propaganda, continua ocultando à população a autêntica magnitude do desastre e bombardeia imagens do chefe da Junta Militar, Than Shwe, e outros generais dando ajuda aos desabrigados.
No entanto, não mostra nem menciona os milhares de cadáveres que ainda flutuam no delta.
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