07/05 - 09:19 , atualizada às 15:53 01/08 - Reuters

Por Karin Strohecker VIENA - A ministra austríaca da Justiça, Maria Berger, considera que as autoridades foram ingênuas com relação a Josef Fritzl, que manteve uma filha presa num porão durante 24 anos e teve sete filhos com ela.
É a primeira vez que o governo admite falhas na forma como lidou com o caso.
'Olhando tudo o que sabemos até agora, vejo uma certa ingenuidade --especialmente quando se trata daquela história de que [a filha de Friztl tinha entrado para uma seita, com o que o suspeito explicou a desaparição da filha', disse Berger em entrevista publicada na quarta-feira pelo jornal Der Standard.
Elisabeth Fritzl diz que em 1984 seu pai a atraiu para o porão da casa, a dopou e a encarcerou, passando então a cometer abusos sexuais. À esposa, Josef Fritzl disse que a filha havia entrado para uma seita.
Três dos sete filhos resultantes desses abusos foram criados pelo casal Josef e Rosemarie Fritzl. O homem dizia à mulher que a filha deixara as crianças na porta de casa junto com uma carta em que dizia não ser capaz de criá-los.
Clique na imagem e veja o infográfico sobre o crime (AFP)

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