30/04 - 18:19, atualizada às 18:46 30/04 - Reuters
LONDRES - Os países ricos devem se comprometer a cortar em até 80 por cento suas emissões de carbono até 2050, e as nações em desenvolvimento devem concordar que até 2020 também terão de estabelecer metas de corte, disse o economista Nicholas Stern nesta quarta-feira.
Stern afirmou que a única maneira de se derrotar a crise de aquecimento global seria garantir que as emissões globais de carbono fossem fixadas em 20 bilhões de toneladas métricas por ano até 2050, e cortadas para 10 bilhões depois.
'Há uma necessidade de rapidez para isso. O mundo desenvolvido deve dar exemplos', disse Stern em um encontro para lançar seu novo trabalho sobre o aquecimento global 'Key Elements of a Global Deal on Climate Change'.
O mercado mundial de carbono teria de ser expandido e melhorado, investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de minimização do uso de carbono deveriam ser feitos, e as nações desenvolvidas deveriam suportar as dificuldades e ajudar nações mais pobres a entrarem gradualmente em um era de baixo uso do carbono.
Stern disse que o mundo em desenvolvimento, onde crescem as emissões com a expansão das economias, deveria ter um tempo para se preparar para assinar termos de corte, mas com um limite até o ano de 2020, quando começariam também a reduzir suas emissões.
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