18/04 - 10:57, atualizada às 13:44 18/04 - Redação com agências internacionais
SÃO PAULO - O papa Bento 16 afirmou nesta sexta-feira que as Nações Unidas têm o "dever" de intervir para proteger a população diante de crises humanitárias e violações de direitos, quando os próprios Estados não tomam essa atitude.
O pontífice, que visita os EUA desde terça-feira, tornou-se nesta sexta-feira o terceiro papa a falar perante a Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York. Das 12h30 às 12h50 (horário de Brasília), o pontífice discursou na ONU e defendeu os direitos humanos e a liberdade religiosa.
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Como Paulo 6º em 1965 e João Paulo 2º em 1979 e 1995, o pontífice aceitou o convite feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma reiteração do feito por seu antecessor Kofi Annan, para fazer um discurso perante a Assembléia Geral da organização.
Durante o vôo de Roma a Washington, na terça-feira, o papa já havia antecipado a jornalistas que em sua visita lembrará que o fundamento da ONU é "a afirmação dos direitos humanos que expressam valores não negociáveis".
Este ano se completa o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o papa aproveitará a ocasião para fazer uma referência à necessidade de defender a liberdade religiosa.
O dia de sexta-feira terminará com um encontro na Igreja de Saint Joseph com os representantes das denominações cristãs.
Escândalos de pedofilia
Na última quinta-feira, o papa Bento 16 realizou uma Santa Missa no "National Stadium" de Washington. O pontífice pediu aos católicos americanos que se reconciliem com a Igreja Católica após os casos de abusos sexuais de menores por padres.
Após a missa, o líder católico se encontrou com vítimas de abusos sexuais perpetrados por padres nos Estados Unidos, em um exemplo sem precedentes na história do Vaticano. Por cerca de 25 minutos, o pontífice se encontrou com um grupo de seis vítimas na Embaixada vaticana em Washington.
Clique na imagem e veja o infográfico sobre a viagem do papa

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