03/04 - 06:21 - AFP
A Indonésia bloqueará no fim de semana o acesso ao YouTube se o portal de vídeos na internet não retirar do ar os trechos do curta-metragem filmado contra o Islã por um deputado holandês, anunciou o governo indonésio.
O ministério indonésio da Comunicação solicitou ao portal que retire do ar os trechos de "Fitna", que em árabe significa divisão no islã, filme de 17 minutos do deputado de extrema-direita holandês Geert Wilders.
O governo anunciou que se não receber uma resposta bloqueará o acesso ao site, com a colaboração dos provedores de acesso a internet.
Protestos
A polícia indonésia prendeu pelo menos 22 estudantes indonésios em Medan, na ilha de Sumatra, por um suposto ato de vandalismo contra o Consulado da Holanda durante um protesto contra o documentário.
As detenções aconteceram na tarde de quarta-feira, depois que um grupo de cerca de 50 jovens de diferentes universidades queimou uma bandeira holandesa na entrada da missão diplomática e atiraram pedras nas janelas do edifício.
A maioria dos detidos pertence à Associação de Estudantes Islâmicos Durante o ato, autorizado pela polícia, os jovens exigiram uma desculpa formal do governo holandês, e uma punição contundente para Wilders, que divulgou na semana passada seu filme pela internet.
O Conselho de Ulemás da Indonésia aconselhou os muçulmanos do país de forma extra-oficial a deixar de comprar produtos holandeses.
O documentário "Fitna", que significa caos ou enfrentamento em árabe, mistura imagens e informações sobre atentados terroristas e versículos do Corão
A Indonésia, antiga colônia holandesa, é o maior país muçulmano do mundo.
Publicidade