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Governo colombiano entregou à Venezuela arquivos de computador de "Reyes"

31/03 - 14:36 - EFE

Bogotá, 31 mar (EFE).- A Colômbia entregou à Venezuela os arquivos dos computadores do falecido guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", que aparentemente podem provar o suposto vínculo entre o Governo de Caracas e a guerrilha colombiana, disseram hoje fontes do Executivo em Bogotá.

O ministro colombiano de Relações Exteriores, Fernando Araújo, explicou à rede "Caracol Radio" que a entrega dos documentos aconteceu há dois dias, por via diplomática.

"No sábado anterior o Governo colombiano entregou à Embaixada da Venezuela em Bogotá os textos que foram extraídos do computador de 'Raúl Reyes' e que fazem referência a qualquer tipo de relacionamento do Governo da Venezuela com as Farc", explicou.

Araújo destacou que a tarefa de verificação que o Executivo em Bogotá encomendou à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) "ainda não foi recebida".

"A Interpol está revisando essa documentação para garantir que não houve manipulação de nenhuma autoridade colombiana", destacou o chanceler, que observou que o material entregue à Venezuela pode não representar todos os arquivos das Farc relacionados com o país vizinho.

Os três computadores confiscados de "Raúl Reyes" contêm mais de 16 mil documentos, observou Araújo.

Alguns dos arquivos apresentados à imprensa nos dias seguintes à morte de "Reyes" se referem à busca de supostos compromissos entre o Governo do país vizinho e as Farc.

Em alguns casos, trata-se de uma suposta contribuição de US$ 300 milhões por parte da Venezuela à organização insurgente e, em outros, de facilitações aos rebeldes para operações comerciais com petróleo e gasolina, e investimentos em Caracas.

"Raúl Reyes", o segundo homem no comando e porta-voz internacional das Farc, morreu no dia 1º de março deste ano em uma incursão colombiana a seu acampamento no Equador, o que suscitou uma crise diplomática regional que está em vias de solução.

Além de Luis Édgar Devia, nome real do dirigente rebelde, na ação morreram outras 24 pessoas e um militar colombiano. EFE jgh/fb




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