30/03 - 14:34, atualizada às 17:16 30/03 - EFE
PARIS - O avião-ambulância que a França havia enviado na sexta-feira passada à Guiana Francesa para eventual libertação de Ingrid Betancourt, que é mantida refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há seis anos, voltou neste domingo para a França.
Um porta-voz do presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que o retorno do Falcon 900 decolou rumo à França às 7h (horário de Brasília) da base militar de Rochambeau na Guiana Francesa. Segundo o porta-voz, a medida "não muda em nada a evolução da questão dos reféns".
O Falcon 900 pertence ao Ministério da Defesa e por razões internas de funcionamento "não pode permanecer por tempo indeterminado no departamento francês do Caribe", explicou o porta-voz, antes de acrescentar que por isso decidiu-se por sua volta para a base da França.
Ele confirmou também que o avião fazia o vôo de retorno "sem ninguém, além da própria tripulação" e reafirmou que há outro avião-ambulância em um lugar não explicitado, que pode "decolar a qualquer momento" caso Betancourt seja liberada.
O Falcon 900 aterrissou em Rochambeau na noite de sexta-feira para sábado por decisão de Sarkozy "como precaução" e para que a refém pudesse "receber em seguida os cuidados (médicos) apropriados" e ser levada o mais rápido possível a um centro hospitalar.
Na Colômbia, os últimos relatórios e testemunhos sobre o estado de saúde da antiga candidata presidencial, que também tem nacionalidade francesa e foi seqüestrada em fevereiro de 2002, se multiplicaram ao se saber que no mês passado membros das Farc a levaram a um posto médico de uma aldeia do Guaviare (sul) para ser atendida.
Familiares da refém manifestaram sua inquietação já que consideram que a maior disposição do presidente colombiano, Álvaro Uribe, a uma troca humanitária entre seqüestrados pelas Farc e guerrilheiros presos, significa que ele conhece informações alarmantes sobre o risco de vida de Betancourt.
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