iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Premiê iraquiano amplia ultimato para milícia radical xiita depor as armas

28/03 - 07:28, atualizada às 08:43 28/03 - Redação com agências internacionais

BAGDÁ - O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki, estendeu o ultimato de 72 horas que deu há dois dias à milícia fiel ao clérigo xiita Muqtada al-Sadr para que depusesse as armas até 8 abril.

Em tom muito mais conciliador, o primeiro-ministro ofereceu uma recompensa econômica aos milicianos que responderem positivamente a sua chamada.

O anterior ultimato ameaçava os milicianos xiitas com "graves castigos" caso continuasse o levante armado que começou na segunda-feira passada em Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, e que se estendeu a várias localidades do sul, assim como a alguns bairros de Bagdá.

Nesta sexta, combates entre a milícia Exército Mehdi, fiel ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, e as forças do Exército iraquiano se estenderam à cidade de Nassiriya, 370 quilômetros ao sul de Bagdá, onde 15 pessoas morreram. Segundo fontes do Ministério do Interior, os choques que começaram na noite passada também deixaram 25 pessoas feridas.

Divisão étnica

A população iraquiana se divide em três grandes grupos. Os curdos constituem 15% da população e pertencem a uma etnia diferente dos árabes. Estes, se dividem religiosamente entre xiitas e sunitas. O primeiro grupo é maioria, com 60% da população. O segundo soma 22%. Os curdos também são muçulmanos sunitas.

Os xiitas dominam o governo eleito após a queda de Saddam Hussein. A facção radical de Moqtada al-Sadr, no entanto, contesta a legitimidade do governo de Maliki e exige para seus seguidores uma participação maior nas decisões políticas.

Do lado sunita, líderes tribais do centro do país são minoria no governo, mas constituem uma força política importante. Os radicais da Al-Qaeda, também sunitas, tentam estabelecer a Jihad no Iraque para expulsar os EUA. Os curdos, que vivem no norte do país, gozam de autonomia.

Moqtada respeita desde o final de agosto de 2007 um cessar-fogo unilateral de sua milícia, uma das mais poderosas do país, e suspendeu todas as operações contra os exércitos norte-americano e iraquiano. Os governos iraquiano e norte-americano, no entanto, acusam elementos fora de controle de manterem seus ataques.


Leia mais sobre: Iraque

 Com Efe, AFP e BBC






US Multimídia


Publicidade


Enquete