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AIEA confirma que enviará especialistas à Colômbia devido a urânio das Farc

28/03/2008 - 07:58 - EFE

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Viena, 28 mar (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou hoje, em Viena, que enviará na próxima semana uma equipe de especialistas à Colômbia para analisar com as autoridades locais o urânio encontrado perto de Bogotá e que procederia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Um funcionário da agência nuclear da ONU disse hoje à Agência Efe que, "a pedido das autoridades colombianas, a AIEA enviará uma pequena equipe de especialistas técnicos à Colômbia".

A fonte destacou que a visita dos especialistas foi organizada antes da notícia esta semana na imprensa sobre a descoberta do urânio.

O funcionário da AIEA acrescentou também que a missão da agência é um assunto "de rotina" e que ocorre como resposta à solicitação da Colômbia, que é um país-membro desse organismo.

"Não seria apropriado analisar agora os detalhes dessa visita", disse a fonte.

Os três especialistas partirão de Viena na próxima segunda-feira e permanecerão no país andino por cerca de uma semana.

Outra fonte do organismo disse que os especialistas da AIEA estimam que o material descoberto é urânio empobrecido, um material que tem aplicações na indústria aeronáutica e também militar.

O urânio empobrecido não tem valor elevado no mercado negro nuclear, e costuma ser usado para roubar potenciais compradores de materiais nucleares, acrescentou a fonte.

As autoridades colombianas acharam o urânio após encontrar informação a respeito em um dos computadores do então porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", morto em operação no Equador, que falava de uma oferta feita aos rebeldes por traficantes de urânio.

Segundo o documento, um homem conhecido como "Belisario" ofereceu às Farc 50 quilos de urânio para negociá-los com algum Governo, ao valor de US$ 2,5 milhões por quilo.

Na quarta-feira passada, o Ministério da Defesa colombiano informou que seus serviços de inteligência tinham confiscado 30 quilos deste mineral em uma zona rural de Bogotá. EFE jk/an




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