O Exército da União das Comores, apoiado por tropas da União Africana (UA), entrou nesta terça-feira sem encontrar resistência na capital de Anjouan para expulsar o autoproclamado presidente desta ilha, que abandonou o palácio presidencial.
Não foi possível obter um balanço de eventuais vítimas desde o início da operação "Democracia em Comores", lançada na ilha rebelde de Anjouan pelo Exército comorense e as tropas da UA contra as autoridades locais, consideradas ilegítimas.
A União das Comores - composta pela Grande Comores, Anjouan e Moheli - fica no Oceano Índico, entre o continente africano e Madagascar. O arquipélago teve 19 golpes de Estado desde sua independência da França em 1975.
A União nasceu em 2001 com o objetivo de manter a soberania frente as ameaças de secessão de Anjouan e Moheli. Após meses de uma frustrada mediação com as autoridades de Anjouan, o governo de Comores lançou a operação para expulsar do poder o coronel Mohamed Bacar, presidente de Anjouan desde 2002, mas cuja reeleição em junho de 2007 é considerada ilegal pelo governo central e a UA.
Bacar assumiu o poder em Anjouan com um golpe de Estado em 2001. Posteriormente foi eleito presidente da ilha em março de 2002.
O paradeiro de Bacar também era desconhecido. Disparos de armas pesadas são ouvidos nas imediações de sua residência privada, na cidade de Ouani, a poucos quilômetros da capital, Mutsamudu.
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