Bogotá - O procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán, disse hoje que ainda faltam exames para estabelecer "de maneira definitiva" a identidade do corpo do equatoriano recuperado no acampamento no qual foi morto o número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes".
"Para falar de maneira definitiva, é importante fazer a comparação da arcada dentária, de suas impressões digitais e são necessários testes de DNA", afirmou Iguarán.
O procurador-geral da Colômbia também disse que as autoridades colombianas devem ser autorizadas a se encontrar com as pessoas que estavam no Equador no dia da morte de "Reyes".
O Ministério da Defesa da Colômbia assegura que o corpo pertence ao equatoriano Franklin Ponelia Molina, conhecido nas Farc como "Lucho", enquanto uma família no Equador diz que é de um parente seu, de nome Franklin Guillermo Aisalia Molina.
Iguarán reiterou que para estabelecer claramente a identidade desse corpo é necessário que as autoridades colombianas "sejam autorizadas a fazer as perguntas, investigações, e a se reunir com as pessoas que estão no Equador e que se encontravam (no acampamento) no dia da morte de 'Raúl Reyes'".
Horas antes das declarações de Iguarán, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que a morte do equatoriano não deve ser motivo para uma maior crise com o Equador.
"Qualquer pessoa que esteja em um acampamento de terroristas, como era este acampamento de 'Raúl Reyes', se expõe a um altíssimo risco de ser atacado, seja ou não guerrilheiro, porque este é um alvo militar legítimo", afirmou.
O presidente equatoriano, Rafael Correa, advertiu que será "extremamente grave" se o corpo recuperado for realmente de Franklin Guillermo Aisalia Molina.