24/03 - 16:05, atualizada às 17:26 24/03 - Reuters
BEIRUTE - O Líbano adiou nesta segunda-feira as eleições presidenciais --de 25 de março para 22 de abril. É a 17a vez que isso acontece, devido à crise política. O atraso, anunciado pelo presidente da Câmara, Nabih Berri, significa que não haverá presidente libanês para comparecer à conferência árabe, que ocorrerá nos dias 29 e 30 deste mês em Damasco, capital da Síria.
As divergências árabes em relação ao Líbano já minaram o encontro. A Arábia Saudita anunciou na segunda-feira que mandará uma delegação pequena para a conferência anual.
A crise política no Líbano -- a pior desde a guerra civil que durou de 1975 a 1990-- paralisou o governo, deixou a Presidência vaga desde novembro e despertou violentas lutas sectárias.
O conflito também enfraqueceu os laços entre a Síria e a Arábia Saudita, que apóiam diferentes lados na disputa.
A Arábia Saudita apóia a coalizão governista de Beirute, que também tem o amparo da França e dos Estados Unidos. Já a Síria e seu aliado Irã defendem a aliança liderada pelo Hezbollah.
Os rivais libaneses concordaram que o chefe do Exército, general Michel Suleiman, deve assumir a Presidência, mas a confirmação por parte do Parlamento tem sido adiada devido à disputa pelo gabinete que será formado depois das eleições.
O Parlamento não pode eleger um presidente, a não ser que haja um acordo entre grupos rivais que assegurará o quórum para a votação.
(Reportagem de Laila Bassam)
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