23/03 - 03:33 - EFE
Bogotá - O Governo colombiano disse neste sábado que acatará totalmente as decisões da Organização dos Estados Americanos (OEA), ao mesmo tempo que reiterou que o acampamento no qual foi abatido o número dois das Farc, "Raúl Reyes", "era um lugar de terroristas".
Assim o expressa um comunicado de imprensa de dois pontos divulgado esta noite na Casa de Nariño, em Bogotá, em resposta aos duros pronunciamentos do presidente equatoriano, Rafael Correa.
Correa advertiu que a situação entre Quito e Bogotá poderia se complicar se entre os mortos da operação realizada por militares colombianos em solo equatoriano estivesse um cidadão desse país.
Uma família equatoriana diz ter reconhecido, por fotografias, um parente seu, cujo corpo aparece junto ao chefe guerrilheiro, por isso que as autoridades equatorianas iniciaram uma investigação para determinar se esse corpo é o de seu cidadão.
Crise
A ação das tropas colombianas contra as Farc em território equatoriano no dia 1º de Março, em que foi morto o nº 2 das Farc, Raul Reyes, desencadeou uma crise na região.
A operação militar foi repudiada pelo Equador e pela Venezuela e os dois países romperam relações diplomáticas com a Colômbia.
As tensões continuaram até que, na reunião do Grupo do Rio, na República Dominicana, foi fechado um acordo político.
Desde então, a Venezuela e a Colômbia restabeleceram suas relações, mas a ruptura entre Quito e Bogotá permanece.
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