O Papa Bento 16 preside na noite desta sexta-feira, no Coliseu de Roma, a tradicional Via Crucis, que lembra o calvário de Cristo até sua crucificação, e que este ano será dedicado aos sofrimentos e perseguições contra a Igreja católica da China.
O Papa assiste a Via Crucis da colina do Palatino, sem percorrer a pé as 14 estações, rompendo assim a tradição papal instaurada em 1741 por Bento 16 e esquecida por vários anos, até ser retomada em 1925.
O pontífice alemão, que fará 81 anos no próximo dia 16 de abril, decidiu evitar a cansativa caminhada noturna acompanhada por milhares de católicos, entre eles muitos padres e freiras, que enfrentavam a chuva e o vento que atingem a capital italiana.
"É sábio que administre suas forças, trata-se apenas de um gesto de prudência", disse à AFP o porta-voz do Papa, padre Federico Lombardi, lembrando que este ano Bento 16 realizará várias viagens ao exterior, incluindo aos Estados Unidos, em abril.
Bento 16 se unirá à procissão nas três últimas estações da Via Crucis, até então oficiada pelo cardeal italiano Camillo Ruini, vigário de Roma.
Como um gesto para manifestar sua atenção pessoal ao continente asiático e envolver os fiéis da China, apesar dos acontecimentos no Tibete, o Papa pediu há vários meses ao cardeal de Hong Kong, o chinês Joseph Zen Ze-Kiun, para redigir as meditações e orações que estão sendo lidas nas estações do calvário de Cristo.
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