18/03 - 17:18 - EFE
QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, deu por superada a "tremenda crise" com a Colômbia após a aprovação de uma resolução na Organização dos Estados Americanos (OEA), na qual se "rejeita" o ataque colombiano em território equatoriano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Segundo Correa, seu governo recebeu com "satisfação" a resolução, que permite dar "por superada uma tremenda crise que não deveria acontecer, mas aconteceu".
Para o presidente, a OEA recolheu "todos os princípios e aspirações da parte equatoriana, que era a agredida", disse no ato de posse do novo secretário Anticorrupção, Alfredo Vera, no Palácio Presidencial de Carondelet, em Quito.
Para Correa, a crise com a Colômbia demonstrou que com, "convicção com base na verdade, um país pequeno, mas nobre e digno como o Equador, pode fazer valer seus direitos e a comunidade internacional pode reagir e agir em função da justiça e da verdade".
Segundo ele, é importante que a OEA tenha ratificado a declaração da Cúpula do Grupo do Rio de 7 de março e que tenha reiterado os princípios do direito internacional. Correa ressaltou sua satisfação de que tenha se mantido na OEA o princípio de soberania territorial e rejeitado a incursão militar da Colômbia no Equador.
Ele também registrou as desculpas pelo acontecido e o compromisso de Bogotá de que não se repetirão.
O chanceler interino equatoriano, Eduardo Egas, disse hoje que as relações diplomáticas com a Colômbia serão retomadas "o mais em breve possível" e destacou que o Governo não recorrerá a outras instâncias internacionais para debater o tema, após as resoluções da OEA e do Grupo do Rio, que qualificou de "contundentes".
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